quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

5 sinais de que seu amigo vota no PT

Como todo mundo vê, o país não anda nada bem, afundado em corrupção e crise econômica crescente. Por isso, vemos uma mobilização cada vez maior anti petista na sociedade, polarizando as eleições e os debates entre o que eles chamam de "esquerda x direita". Está cada vez mais raro vermos aqueles defensores espontâneos do projeto petista de poder (militantes da dita esquerda revolucionária bolivariana). 

No entanto, o que resta do petismo passou a adotar formulas de dissimulação como se fossem "isentos" em conversa de bar ou nas redes sociais. O intuito não é mais revolucionar, apenas defender o partido de possíveis criticas e mudanças futuras, colocando todos os outros no mesmo balaio. É manter tudo como está e o nível baixo do debate quando falamos de honestidade, liberdade e prosperidade do nosso povo. 

Partindo das minhas experiências pessoais, resolvi elencar aqui 10 sinais que indicam que seu amigo(a) ainda não largou essa cachaça que é votar no PT ou na dita "esquerda":

1 - "A corrupção não começou em 2003."
Evidentemente ela não começou em 2003 e o fato de ter havido corrupções em governo anteriores não banalizam os escândalos atuais, cada vez mais complexos e maiores. Depois do mensalão, nunca esteve tão na moda aparelhar o Estado para um grupo obter vantagens para si e ascender socialmente. Escândalos recorrentes nos Correios, Banco do Brasil, a destruição da Petrobras, e a grande caixa preta que é o BNDES são exemplos. A corrupção não iniciou com o PT, apenas foi institucionalizada e aprofundada. E são os bilhões das cifras que dizem isso, não eu.

2 - "O Brasil nunca cresceu tanto."
Tivemos sim uma maré de prosperidade na economia mundial como um todo, de 2003 a 2008. O Brasil, como um dos principais exportadores do setor primário (minérios, grãos, etc), surfou na onda do crescimento dos EUA, China e União Européia em geral, podendo trazer divisas e quitar financiamentos internacionais feitos por FHC nos turbulentos anos 90, pós hiper-inflação e reformas do estado. Assim, criamos um colchão de reservas cambiais que não tinhamos na década passada, o que nos dá margem grande de suportar novas crises cambiais, mas que já está sendo queimado pelo governo em conjunto com os constantes déficit fiscais que põe em credibilidade nossa economia. Será que não teríamos crescido ainda mais "sem o PT"?

3 - "Sem querer defender o PT e a Dilma, mas.."
Quando o sujeito inicia um argumento neste estilo, pode ter certeza, a continuidade será um desastre. Não há motivos para defender aquilo que está ruim, usando como base outra época ou conjuntura que por ventura tenha sido pior e não serve como base de comparação. Comparar os resultados dos anos 90 (pós-inflacionário e 5 crises cambiais internacionais) com a conjuntura econômica dos anos 2000 é como comparar a qualidade do Santos de Pelé de 69 (falta de preparação fisica adequada e profissionalização do futebol) com o Cruzeiro campeão de 2014 (cenário altamente competitivo e altos investimentos). 

4 - "O socialismo nunca existiu."
Sim, eu realmente também acredito que nunca existiu e nem nunca existirá aquele socialismo utópico aclamado pela esquerda revolucionária. O problema é a tentativa de implantação utópica dele, isso sim é que causa muitas mortes, opressão, ditaduras e outras coisas que vemos até hoje no "socialismo real" aplicado em países como Cuba, URSS, Coreia do Norte, Vietnã, Cambodja, etc.. Como todos sabemos, vivemos sob um capitalismo de estado no Brasil, uma tentativa por parte deles, de aos poucos superando o capitalismo por fases (conforme estratégia Gramsciana) rumo a algo próximo do que considero o bolivarianismo chavista na Venezuela.

5 - "Nunca ninguém fez tanto pelos pobres como o PT..."
O estado defendido de forma absoluta pelo PT não produz nada e torna tudo mais ineficiente quando responsável por serviços que deveriam estar nas mãos da iniciativa privada.  Com menos estado, menos impostos e mais dinheiro no bolso do trabalhador, teríamos maior concorrência e barateamento dos bens de consumo, ou seja, tiramos milhões de pessoas da miséria como aconteceu nos países nórdicos por exemplo. O que fizemos hoje é o assistencialismo puro, aquele que cria uma sociedade paternalista onde o pai (Estado), é quem decide a vida dos seus filhos. Tira de um e dá para os outros, como um jogo de soma zero. A população produtiva do país está se cansando e será o fim da nação a hora em que perceberem que não vale a pena sustentar a outra parcela dependente do estado (que nada mais é que a reunião do dinheiro do pagador de impostos que sustenta o sistema). 


por Daniel Silveira



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