quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Marketing com conteúdo e sem preconceitos

No país das promessas eleitoreiras a cada dois anos, da ineficiência nos serviços básicos de telefonia e energia, dos Procons repletos de reclamações contra serviços públicos e privados, eu, como profissional do marketing tenho que fazer minha meaculpa. É natural que o brasileiro médio rótule de enganadores os "marketeiros profissionais" - e os amadores também -, que esbanjam audácia e ambição a qualquer custo dentro de muitas empresas.

Ainda na faculdade, todo o profissional, seja ele advogado, administrador, economista, aprende que deve agir com ética e de forma verdadeira com quem toma seus serviços ou seus clientes. No entanto, muitas empresas ainda não perceberam ou não orientam seus profissionais para este objetivo. Para vencer este preconceito a esta importante área de nossas vidas é preciso repensar a forma de como a exercemos. Em casa, na balada, na faculdade, no trabalho, onde quer que seja, estamos sempre vendendo alguma coisa, e por muitas vezes, a nós mesmos.

Por definição, 'fazer marketing' significa produzir produtos e prestar serviços que atendam às necessidades do clientes, sejam elas atuais ou futuras. Aprendi durante a minha carreira, que todo o investimento em uma empresa deve de alguma forma gerar valor na outra ponta da cadeia, no cliente, e é claro, como consequência, aumentar o caixa da empresa a longo prazo. Ao ter uma equipe treinada e surpreender constantemente através de um atendimento de excelência, você pode conquistar a lealdade do cliente e sua empresa ganha a mais poderosa ferramenta de marketing: a comunicação boca-a-boca.
Clientes satisfeitos, se perguntados, eventualmente recomendarão sua empresa, enquanto que os leais a venderão espontâneamente e em qualquer ocasião. Existem empresas que fazem uma força enorme para conquistar um novo cliente e ainda maior em perdê-lo para a concorrência. Acabam fazendo com que o financeiro tenha motivos reais para se preocupar com os gastos do marketing (sim, neste caso é gasto mesmo), até porque se investe em média 7 vezes mais recursos para conquistar um novo cliente do que para manter os antigos.

Por essas e outras situações é que recomendo muita crítica com relação àquilo que se deseja vender. Faça uma análise dos pontos fortes e fracos, das oportunidades e do que seus potenciais clientes buscam. Estude seus hábitos de consumo, faça pesquisas, obtenha deles o maior número de informações possíveis no seu dia-a-dia, mas sem parecer invasivo demais. Uma boa propaganda requer antes de tudo uma imagem saudável e coerente. O marketing sério só irá cumprir o seu papel quando entregar um conteúdo, no mínimo, condizente com o anunciado e se possível encantando pessoas com produtos e serviços que elas nem imaginavam precisar.

Nos próximos artigos, aprenderemos como pensar de forma ampla em ações de marketing possíveis de serem implementadas em qualquer negócio.

Mãos a obra e um abraço!!

Um comentário:

  1. Concordo , conquistado uma vez o cliente , atendendo suas necessidades no ''exato momento''(desejo de consumir) ele certamente será fidelizado, a boa imagem como vc disse '' saudável , acessível'' é conquista na certa !!!

    ResponderExcluir